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Fintechs na mira do varejo tradicional

Fintechs na mira do varejo tradicional

Em 2013, o Banco Central (BC) definiu e regulamentou, por meio da Lei 12.865, os Arranjos de Pagamentos. Tal ação possibilitou às instituições não financeiras que funcionassem como financeiras, com regras e procedimentos próprios para facilitar o acesso ao usuário final. É preciso estar ao lado dos clientes. Entrar em suas casas. Entender suas necessidades. Quando se tem o acesso direto, é possível vender o que quiser. 

Em 2020, o mês de dezembro foi o mais movimentado para as fintechs brasileiras em termos de investimentos. A quantia recebida em um total de nove rodadas de investimentos foi de US$580 milhões, apontam pesquisas.

Com a digitalização dos processos de compra, o comércio teve que se reinventar, encontrar alternativas para a mudança e crescer cada vez mais. Parte deste processo de reconstrução do varejo mostra um inusitado momento para o mercado brasileiro, no qual conquistar e fidelizar os clientes depende muito mais de conhecê-los profundamente do que apenas oferecer-lhes algum produto ou serviço.

Nubank, por exemplo, já é o quarto mais valorizado na América Latina e o primeiro do mundo entre as fintechs. Hoje, ele conta com mais de 48 milhões de clientes e tem valor de mercado de US$ 30 bilhões — às vésperas do IPO.

E algumas das principais empresas varejistas do país já estão investindo em meios próprios de pagamento e bancos digitais. O Magazine Luiza é um exemplo.

O Hub Fintech, hoje, pertence à Magalu Pagamentos, empresa da própria companhia. A empresa está cada vez mais atenta à necessidade de ser digital.
Assim como o Magalu, outras empresas do setor, como a Rede Novo Mundo, que conta com os bancos Mundo e Modinha, o Lojão do Brás, com o banco PagModa, e a Acium, franquia de jóias de aço, com o Acium Bank, também se curvam para os meios de pagamentos.

Em se tratando de varejistas, estamos em uma partida no atual cenário varejista brasileiro onde investir em fintechs de meios de pagamentos é continuamente necessário. A digitalização do relacionamento e dos negócios continuará sendo o nome do jogo. E o varejo tem mostrado interesse em jogar e sair vitorioso.

 

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Administradora com especialização em Marketing Digital pela faculdade de marketing em São Paulo. Empresária e investidora. CEO do Hub de Inovação do Vale, Co-Founder do Condor Connect e CEO da Comunidade Connect

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